Caros leitores/as,
Nesta edição, sentimo-nos na contingência de atribuir nova orientação ao nosso escrito: desta feita, não mais o destaque às conquistas mais relevantes obtidas pelo governo. Avolumam-se, no momento, internamente, ameaças poderosas advindas de perigosa rearticulação da extrema-direita, bem como sinais visíveis que estão a sugerir a predisposição do nosso “irmão do Norte” de interferir em nosso próximo processo eleitoral. E, pela expertise e recursos que ele dispõe para tal, há que se ter extrema atenção a respeito. A intenção de concretizar tais interferências ainda é estimulada, criminosamente, pela ação de maus brasileiros: na “Conferência de Ação Política Conservadora” que acaba de ocorrer no Texas, Flávio Bolsonaro, ao lado do irmão Eduardo, estimulou a realização de pressões estrangeiras nas próximas eleições de nosso País!
Seguem-se alguns comentários sobre os dois tipos de ameaça, necessariamente sucintos.
No campo interno – só não vê quem não quer – reorganizam-se as forças do atraso, as que querem vender (a baixo custo) o patrimônio público, privatizando empresas de grande valor estratégico. A cereja do bolo seria a privatização da própria Petrobras, como alardeado publicamente por “patriotas” como o candidato da extrema direita Flávio Bolsonaro, o governador Tarcísio de Freitas, de São Paulo e o rei-dos-banqueiros André Esteves. As verbas orçamentárias referentes à Saúde, à Educação e aos programas sociais, capazes de retirar do mapa da fome (pela segunda vez) cerca 24 milhões de de brasileiros, seriam reduzidas. O salário mínimo e a aposentadoria voltariam a ser congelados, sem ganhos reais.
Um enfoque, a meu ver significativo, a respeito de tal avanço, é a própria queda do sigilo bancário das contas do Lulinha pelo min. André Mendonça, contrariamente ao parecer do PGR, em exemplo clássico do chamado “fishing”, a saber, abrir as contas de alguém para verificar se é encontrado algo criminoso ou, pelo menos, obter informações, graças a vazamentos condenáveis, e divulgá-las a seguir, de forma maliciosa. Sem sucesso, buscou-se no caso, como é óbvio, desmoralizar o filho e, por extensão, atingir o o pai e seu governo. Segundo alguns analistas, a condução do processo que o envolveu, lembra, sob alguns aspectos, a condução da famigerada Operação Lava Jato.
Não à toa, em fins de março, o presidente do PT – Edinho Silva, divulgou um vídeo denunciando a existência de uma articulação para impedir o crescimento da aprovação de Lula e mencionou a existência de indícios de financiamento ilegal. Para o PT, “trata-se de uma possível atuação coordenada, com relevante capacidade financeira”. Campanhas de tal nível espalhadas por todo o País,indicam capacidade de mobilização de recursos. Na visão petista, trata-se de algo que atinge o próprio funcionamento institucional. O partido pretende acionar órgãos tais como o Tribunal Superior Eleitoral, o Ministério Público e a Polícia Federal, para investigação a respeito. A extrema direita mundial – Donald Trump à frente – atribui muita importância ao resultado de nossa próxima eleição, graças à possibilidade de Flávio Bolsonaro, como candidato desse movimento, assumir o poder. Em outros países da América do Sul, eleições foram marcadas pelo apoio expresso dos Estados Unidos, inclusive, oficialmente, com a destinação de recursos.
No contexto, também se insere a campanha contra o STF. Movida basicamente pela grande imprensa e pelas redes sociais, inclui manipulação de fatos e disseminação de falsas narrativas. Por mais que se considere que cabia maior prudência em situações como aceitar caronas em avião etc., fica claro ao observador que, na ausência comprovada de crimes, está em curso um processo que mistura vingança contra Alexandre de Moraes, como responsável maior pela condenação de Bolsonaro, com a intenção de desacreditar o Poder Judiciário, como um todo e, via transversa, o próprio Governo.
Ao final desta parte, assinala-se o fracasso dos bolsonaristas em estimular nova greve geral dos caminhoneiros, frente ao aumento do custo do diesel, devido a várias providências adotadas pelo governo, até agora bem sucedidas.
No terreno dedicado ao volátil relacionamento Brasil – Estados Unidos, nosso País se encontra em posição delicada. É fato que ainda dependemos dos EEUU, muito embora a dependência seja decrescente no campo das trocas comercias. Hoje, o fluxo de comércio com a China é muito superior ao mantido com os norte-americanos.(27% x 13%). Após grosseira carta enviada por Trump a Lula, a situação evoluiu favoravelmente aos nossos interesses, fruto de encontro “casual” mantido pelos dois presidentes por ocasião da abertura dos trabalhos da ONU, em setembro de 2025. Apesar da simpatia de Trump em relação a Lula, apregoada em seu discurso, sucedendo-se no País. em sequência, a diminuição das elevadas taxas de importação de produtos norte-americanos e o cancelamento da aplicação da lei Magnisty em relação ao ministro Alexandre de Moraes, no momento, tal relacionamento mostra sinais de tensionamento.
A pretendida visita de Darren Beattie, assessor do presidente Trump e pessoa da ala mais extremada da direita americana, ao prisioneiro Jair Bolsonaro, antes de sua pretendida participação em encontro em São Paulo, soou pra o Governo como ato de indelicadeza diplomática, pela proximidade da próxima eleição presidencial. Após conhecido pelo Itamaraty que tal visita era desconhecida pela Embaixada americana, o MRE opinou contrariamente à visita a Bolsonaro. Com base na lei da reciprocidade, Lula decidiu cancelar o visto anteriormente concedido ao americano, até que o seu Ministro da Saúde (mais esposa e filha) tivessem vistos concedidos. Tais vistos não haviam sido autorizados como forma de reação americana ao “relevante” fato de que foi em sua gestão ministerial que médicos cubanos foram contratados para clinicar em áreas inóspitas, evitadas por médicos nacionais pelo seu afastamento dos grandes centros.
Recrudescem as pressões americanas para que as principais facções criminosas do Brasil o Primeiro Comando da Capital (PCC), o Comando Vermelho (CV) e a Família do Norte (FDN), sejam declaradas organizações terroristas. Note-se que, admitida tal classificação, com base em uma dessas leis que, imperial e unilateralmente, os EEUU afirmam que tem aplicação extraterritorial, aquele país poderia intervir militarmente em território pátrio. Tal reconhecimento também afetaria o ingresso de capitais no Brasil. E, mesmo assim, existem políticos que se manifestam favoravelmente à pretensão americana! (Vide, entre outros, o governador Tarcício de Freitas). Cabe indicar que a tal reunião em São Paulo indicada por Darren Beattie, acabou ocorrendo no dia 18 de março p,p,. Articulada pela Embaixada americana com governos estaduais, bancos internacionais, fundos estratégicos, empresas de mineração e representantes estatais norte-americanos, teve o propósito declarado de acessar terras raras, lítio e outros recursos estratégicos diretamente no território, contornando o governo federal. Chegaram a ser assinados memorandos de entendimento com governadores da oposição, considerados nulos pelo Governo, que os classificou como afrontas à soberania nacional.
O âmago da questão atual é a proximidade das eleições de outubro, quando o Brasil fará uma escolha fundamental para o seu futuro: decidirá entre a continuação do louvável trabalho de Lula ou optará pelo retorno a um passado de horrores políticos, econômicos e sociais que vivenciamos no governo anterior. Por que a posição do País é considerada delicada? Porque, em algum momento de exacerbação geopolítica, Lula dificilmente poderá manter sua correta posição de equidistância em relação aos EEUU e à China. E o momento parece crítico pois os EEUU estão saindo feridos de seu conflito com o Irã e a popularidade de Trump, internamente, recuou para 36%. (O último dia 29 de março viu milhões de americanos nas ruas protestando contra Trump e a participação na guerra do Golfo). A defesa da soberania nacional será severamente testada. Até o momento, Lula tem reagido com sobranceria, sem provocações desnecessárias, mas com firmeza .em defesa de nossos interesses. É o caso, por exemplo, da retirada do visto de Darren Beattie, já mencionada.
Neste período de acirramento de tensões, Lula tem desenvolvido intensa articulação política com outros governos, revelando sua disposição de articular-se geopoliticamente. A visita do Presidente da Africa do Sul (que se fez acompanhar por grande número de ministros) recebeu atenção especial. Nela mereceram destaque questões ligadas à defesa, no contexto de produção conjunta de armamentos, forma de diminuir-se a dependência externa de material bélico. Foi na sequência desta reunião que Lula mencionou a necessidade de FFAA fortes, que tenham poder de dissuasão, forma de evitar invasões de nosso território … . Aliás, após a incursão bélica norte-americana na Venezuela, que resultou no sequestro do presidente Maduro, Lula vem dedicando maior atenção às questões militares ligadas ao nosso reaparelhamento. Cerca de uma semana após tal ação militar, Lula reuniu os Comandantes militares e recebeu uma proposta de destinação de 800 bilhões de reais, ao longo de 15 anos, para atender às necessidades militares mais críticas do País.
Vivemos dias decisivos e muitos não se dão conta disto. No País, tudo o que foi duramente reconquistado a partir de janeiro de 2023 está ameaçado. O prório Governo tem parte de culpa ao não valorizar devidamente uma comunicação midiática frequente com a população, via redes sociais, o que prejudica o conhecimento dos avanços que promove e deixa o campo livre para fakenews habilmente exploradas pelos bolsonaristas Exemplo muito citado de sucesso nesse campo é a postura da atual presidenta mexicana Claudia Sheinbaum e de seu antecessor López Obrador.
Embora fugindo ao tema, não há deixar de fazer menção, superficial que seja, à atual guerra EEUU/Israel x Irã. Afinal, trata-se de conflito que está produzindo repercussões mundiais muito sérias e já começa a afetar o nosso País. Após o fechamento de Ormuz, o preço do barril do petróleo, em um mês, passou de US$ 70 para US$ 120! De fato, tal guerra configura um turning point mundial, marcando, ao que tudo indica, o fim do unilateralismo americano que dominou o mundo por décadas. O resultado pode ser comparado ao de um jogo perde-perde, envolvendo sérios óbices para todos os países, mormente aos diretamente envolvidos. No caso dos próprios EEUU, por exemplo, maior potência militar do mundo, assinale-se o elevado custo das hostilidades, cerca de um bilhão de dólares/dia; o aumento da inflação interna; a crescente perda de credibilidade do país, interna e externamente (no campo interno, a grande queda de apoio político a Trump ocorre quando faltam sete meses para as eleições a meio mandato; e o aumento da já estratosférica dívida pública (pela primeira vez, atingiu os 38 trilhões de dólares!). Não desprezar, para os países agressores do Irã, a responsabilidade política e moral por, devido a erro estratégico gravíssimo (fim da guerra em dias?!) terem provocado uma crise energética sem precedentes e prejuízo notável às economias de, praticamente, todos os países, por um tempo considerável. No caso, a culpa de Israel é maior porque, pelas notícias conhecidas, os EEUU envolveram-se na guerra por influência direta de Netanyahu. A bem da verdade, assinale-se que o Irã tem a seu favor o reconhecimento mundial pela coragem e resiliência demonstradas, após 47 anos de sanções, por ter sido capaz de enfrentar, sozinho, a nação mais poderosa militarmente do mundo e Israel, ao mesmo tempo, por um período ainda indeterminado, mas bem maior que os poucos dias previstos. Ainda em enfoque global, fazem sentido as críticas (inclusive internas) de que os EEUU foram à guerra sem terem propósitos políticos bem definidos e sem fórmula pré-estabelecida de como sair do conflito. Sua habitual arrogância impediu que fosse considerada uma duração mais prolongada das ações bélicas.
De toda a sorte, o final a guerra será fundamental para valorizar o multilateralismo. Segundo a maior parte dos analistas, uma possível derrota americana (ou, com mais propriedade, uma eventual não-vitória) acelerará inexoravelmente o declínio de seu ciclo de poder. No caso, existem possíveis consequências muito prejudiciais ao nosso País. Fruto do desprestígio decorrente de um resultado menos favorável em relação ao Irã e da queda da popularidade interna, os Estados Unidos tenderão a voltar-se com muito maior agressividade e cupidez contra o “seu “quintal” – a América do Sul. Com base, inclusive em sua recente Estratégia de Segurança Nacional (dezembro de 2025), revivendo uma nova Doutrina Monroe (ou Corolário Trump ….), buscarão obter o domínio mais pleno possível dos países da América do Sul e de seus recursos, (E aproxima-se a eleição presidencial do país mais importante da região …). Em termos políticos, a recente criação de uma “Comissão da Paz” por Trump (o Brasil, o México e a Colombia não foram convidados …) caminha em tal direção.
Oremus.
Abraço cordial do
Luiz Philippe da Costa Fernandes
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RESUMO DE ARTIGOS SELECIONADOS PARA A “RECONSTRUÇÃO …” Nº 15
(JAN-MAR 26)
– “Inflação fecha 2025 em 4,26%, melhor resultado desde 2018” – 09 JAN 2026.
“ O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou alta de 0,33% em dezembro de 2025, acelerando em relação a novembro, quando havia marcado 0,18%. Apesar disso, o resultado do último mês do ano ficou abaixo da taxa observada em dezembro de 2024, de 0,52%, e representou o menor índice para um mês de dezembro desde 2018. Com isso, a inflação oficial encerrou 2025 com variação acumulada de 4,26%. Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado anual ficou 0,57 ponto percentual abaixo do IPCA de 2024, que havia alcançado 4,83%, e permaneceu dentro do intervalo da meta de inflação definida pelo Conselho Monetário Nacional, cujo teto é de 4,5%…. “
“Ursula von der Leyen exalta ‘liderança’ de Lula antes de assinar acordo UE-Mercosul” – 16 JAN 2026.
“A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, exaltou a liderança do presidente … Lula … horas antes da assinatura do acordo Mercosul-União Europeia, que será assinado neste sábado em Assunção, no Paraguai. ‘Meu caro presidente Lula, o senhor é realmente um líder comprometido com valores que são muito importantes para nós: democracia, uma ordem internacional com base em regras e respeito ao nosso planeta, respeito às comunidades e respeito às comunidades e nações soberanas. É este tipo de líder que precisamos hoje’, disse. ‘Amanhã assinaremos o acordo com o Mercosul. Mas, antes disso, é importante para mim me reunir com o senhor, presidente Lula. Por mais de duas décadas, inúmeros negociadores e seus líderes trabalharam neste acordo com o Mercosul, que levou 25 anos para ser concluído. Agora ele foi concluído e é a conquista de uma geração inteira. Mas a liderança política, o compromisso pessoal e a paixão que o senhor demonstrou nos últimos meses são enormes’, ressaltou Von der Leyen em seu discurso. ‘O acordo UE-Mercosul tem uma mensagem forte que diz: sejam bem-vindos ao maior mercado do mundo e à maior área de livre comércio do mundo’, destacou.”
– “‘Precisamos construir soberania energética’, diz Lula, ao assinar contratos da Petrobras para novos navios” – 21 JAN 2026.
“ O presidente … Lula … afirmou nesta terça-feira, … que o Brasil precisa tomar uma decisão estratégica para reduzir vulnerabilidades externas e fortalecer sua base produtiva: ‘Nós precisamos construir uma soberania energética’. A declaração ocorreu durante a cerimônia de assinatura de contratos do Programa Mar Aberto, da Petrobras, no Estaleiro Ecovix, em Rio Grande (RS), em um evento que oficializou investimentos de R$ 2,8 bilhões e indicou potencial de geração de mais de 9 mil empregos diretos e indiretos. … No ato, foram detalhadas contratações para a construção de cinco navios gaseiros, 18 empurradores e 18 barcaças, com operação pela Transpetro e execução em estaleiros de três estados – Rio Grande do Sul, Amazonas e Santa Catarina – em um movimento que o governo e a estatal apresentam como parte da retomada sustentável da indústria naval e offshore brasileira …”
– “Turistas estrangeiros deixam US$ 7,9 bilhões na economia do Brasil em 2025, o maior valor da história” – 27 JAN 2026.
“O turismo internacional levou o Brasil a um novo marco econômico em 2025. Ao longo do ano, visitantes estrangeiros deixaram no país US$ 7,865 bilhões, o equivalente a R$ 41,7 bilhões, estabelecendo o maior volume de gastos já registrado na história do setor. O desempenho acompanha a explosão no número de chegadas internacionais e consolida o Brasil como um dos destinos de maior crescimento no cenário global. Os dados foram divulgados pelo Banco Central … O resultado financeiro reflete diretamente o recorde histórico de visitantes internacionais. Em 2025, 9,3 milhões de turistas desembarcaram no Brasil, número 37,1% superior ao projetado inicialmente para o período. O salto nas chegadas posiciona o país entre os destinos com maior crescimento percentual no mundo, superando com folga a média global. À frente da Embratur, Marcelo Freixo destacou o papel estratégico do turismo na economia nacional e celebrou os números inéditos. ‘É mais um resultado histórico que reafirma o poder do turismo como uma matriz econômica de geração de emprego e renda para o nosso país’, afirmou. Segundo ele, ‘Esse recorde se traduz em crescimento para os pequenos negócios e reforça o papel do turismo como modelo de desenvolvimento econômico compatível com as exigências do século XXI’.”
– “Resolução do PT defende tarifa zero e fim da escala 6×1 sem redução de salários – Documento do partido também aborda política externa, regulação das big techs e o impacto fiscal das propostas, tema comentado por Fernando Haddad – 07 FEV 2026. “A resolução aprovada pelo Diretório Nacional do PT … reforça a defesa de mudanças estruturais na política social e trabalhista do país, com destaque para o fim da escala 6×1 sem redução de salários e para o avanço da proposta de tarifa zero no transporte público. O texto partidário também volta a tratar da meta de inflação, defendendo sua redução, e apresenta uma agenda que combina pautas econômicas, sociais e institucionais, além de posicionamentos sobre política externa e regulação do ambiente digital. A resolução é apresentada como parte da estratégia do partido para os próximos embates políticos e eleitorais. Sobre ,,, o fim da escala 6×1 … . a proposta busca responder a uma demanda histórica de movimentos sindicais e de entidades ligadas à saúde do trabalhador. Em relação ao transporte público, a resolução aponta para a ampliação da política de tarifa zero, … . o ministro … Haddad … alertou para os desafios de financiar o transporte sem a cobrança de tarifas. .. [e] … disse que o governo estuda alternativas para viabilizar a proposta. … A resolução também dedica espaço à política internacional e critica o que chama de tentativas de interferência externa em países da América Latina…. ‘Não aceitamos qualquer tentativa de interferência externa sobre o direito à autodeterminação dos povos. Condenamos os ataques à Venezuela e as ameaças à Cuba…. .’. No campo diplomático, o partido sustenta que o Brasil retomou protagonismo global nos últimos anos e reforça a defesa do multilateralismo…”. A resolução acrescenta que o Brasil fortaleceu o Brics, recompôs relações com países da América Latina, da África, da Europa e da Ásia e voltou a ser ouvido em fóruns internacionais,… . Outro eixo central do texto é o ambiente digital. O PT afirma que há uma ‘nova arena de disputa política marcada pelo poder das big techs e pela circulação acelerada de informações e desinformações’. Diante disso, o partido defende a regulação das plataformas antes das próximas eleições…. A resolução … sustenta a necessidade de um esforço nacional contra fake news e contra o uso ilegal da inteligência artificial, com o objetivo de garantir eleições ‘verdadeiramente democráticas e transparentes’. No conjunto, o documento busca consolidar uma agenda que combina propostas sociais ambiciosas, preocupação com a sustentabilidade fiscal e um discurso de fortalecimento institucional, sinalizando as prioridades políticas do partido para o próximo período.”
– “Lula: ‘o Brasil não está escolhendo entre China e Estados Unidos’” – 09 FEV 2026.
“O presidente …Lula … afirmou … que o Brasil não deve se submeter à lógica de disputa entre grandes potências e defendeu uma política externa orientada pelo interesse nacional. … Segundo o presidente, o Brasil deve atuar para fortalecer o multilateralismo e evitar que o mundo seja conduzido por uma lógica de imposição do mais forte. ‘Queremos mostrar que o mundo não pode prescindir do multilateralismo. Precisamos provar no debate que foi o multilateralismo que criou uma harmonia entre os Estados e que permitiu que a gente vivesse em paz até agora, pelo menos em uma parte do mundo’, declarou. Lula criticou o que chamou de unilateralismo baseado na teoria de que ‘o mais forte pode tudo’ e afirmou que esse modelo não interessa ao Brasil. ‘O unilateralismo imposto pela teoria de que o mais forte pode tudo não me interessa’, disse. … Em seguida, o presidente reforçou que o Brasil não está adotando uma postura de alinhamento automático a nenhum dos polos globais em disputa. ‘Nós não estamos escolhendo entre China e Estados Unidos. Estamos escolhendo aquilo que é melhor para o nosso país’, declarou.”
– “Com confiança em alta, governo Lula capta US$ 4,5 bilhões em títulos no mercado internacional” – 10 FEV 2026.
Emissão soberana nos Estados Unidos registra forte demanda, reforça reservas internacionais e sinaliza credibilidade da dívida brasileira. O governo do presidente Lula captou US$ 4,5 bilhões no mercado financeiro internacional com a primeira emissão de títulos soberanos do Brasil em 2026, realizada nos Estados Unidos. A operação envolveu a criação de um novo papel de dez anos e a reabertura de um título de 30 anos, reforçando as reservas internacionais do país e sinalizando confiança dos investidores na economia brasileira. … a emissão foi marcada por elevada demanda e volumes expressivos, refletindo uma percepção positiva do mercado internacional sobre a credibilidade fiscal do Brasil. … Em nota oficial, o Tesouro Nacional avaliou que o desempenho da operação reflete um cenário favorável para o país no mercado financeiro internacional. ‘Os resultados com alta demanda, alto volume e spreads baixos evidenciam a confiança dos investidores na robustez e atratividade da dívida soberana brasileira, refletindo a percepção favorável do mercado internacional quanto à credibilidade do país’, afirmou o órgão.”
“Revista Vox, dos Estados Unidos, exalta Brasil como exemplo na defesa da democracia” – 19 FEV 2026.
“Publicação compara reação das instituições brasileiras a Jair Bolsonaro com a atuação dos EUA diante de Donald Trump e destaca papel do Congresso. A … Vox publicou uma ampla reportagem destacando o Brasil como um exemplo recente de resistência institucional ao autoritarismo. No texto …a publicação sustenta que o país conseguiu conter investidas autoritárias do … Jair Bolsonaro, em contraste com o cenário vivido atualmente nos Estados Unidos sob … Donald Trump … . Segundo a Vox, em 2018 o Brasil elegeu Bolsonaro, descrito como um político que tentou promover ‘o tipo de concentração de poder autoritária que o presidente Donald Trump está atualmente promovendo nos Estados Unidos’. A diferença fundamental, de acordo com a reportagem, é que no Brasil essas tentativas foram bloqueadas. ‘Ao contrário da América, o Congresso e o Supremo Tribunal Federal …trabalharam para conter o presidente e limitar severamente sua capacidade de agir como um ditador eleito’, afirma o texto…. . A combinação de presidencialismo com multipartidarismo teria impedido a formação de uma lealdade partidária extrema como a observada no sistema bipartidário dos Estados Unidos…. O texto também destaca o protagonismo do Supremo Tribunal Federal (STF) [que] … bloqueou iniciativas de ampliação de poder … impediu mudanças no sistema eleitoral e atuou contra tentativas de enfraquecer mecanismos de transparência e fiscalização. …Alexandre de Moraes é apontado como figura central na resistência institucional [e] … se tornou ‘o oponente mais eficaz e implacável das tentativas de ampliação de poder de Bolsonaro’. O STF não apenas reagiu às medidas do Executivo, mas também assumiu postura ativa na investigação de ameaças contra a democracia…. Quando apoiadores radicais de Bolsonaro invadiram o Palácio do Planalto, o Congresso e o Supremo, as Forças Armadas não aderiram à tentativa de ruptura institucional. A investigação conduzida posteriormente pelo STF resultou na responsabilização de Bolsonaro e aliados. A publicação observa que, ao contrário do que ocorreu após a invasão do Capitólio em 6 de janeiro de 2021 nos Estados Unidos, no Brasil houve consequências jurídicas severas. Bolsonaro foi condenado por envolvimento na conspiração golpista e também ficou inelegível até 2030 por decisão da Justiça Eleitoral. A Vox considera que, em tese, o resultado deveria ter sido o oposto, já que os Estados Unidos são uma democracia mais antiga e mais rica do que o Brasil. Ainda assim, o país sul-americano demonstrou maior capacidade institucional de reação diante de um presidente com inclinações autoritárias. Ao final, a publicação sugere que os Estados Unidos poderiam aprender com o caso brasileiro, especialmente no que diz respeito à criação de mecanismos institucionais que reduzam a polarização extrema e fortaleçam os freios e contrapesos.”
– “Desemprego atinge mínima histórica em 19 estados e DF em 2025. Taxa média anual cai para 5,6%, menor nível da série histórica” – 20 FEV 2026.
“ A taxa média anual de desocupação no Brasil recuou para 5,6% em 2025, uma queda de 1 ponto percentual em relação a 2024, quando o índice estava em 6,6%. No quarto trimestre de 2025, o indicador caiu para 5,1%, 1,1 ponto percentual abaixo do registrado no mesmo período do ano anterior. Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua … As informações foram divulgadas … pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística que destacou que vinte unidades da federação alcançaram a menor taxa anual de desocupação desde o início da série histórica da pesquisa…. o resultado histórico reflete o aquecimento do mercado de trabalho. ‘A mínima histórica em 2025 decorre do dinamismo observado no mercado de trabalho, impulsionado pelo aumento do rendimento real. Contudo, a queda da desocupação mascara problemas estruturais: Norte e Nordeste mantêm informalidade e subutilização elevadas, evidenciando ocupações de baixa produtividade.”
– “Caixa inicia nova etapa do Gás do Povo para 4,5 milhões de famílias” – 23 FEV. 2026
“A Caixa Econômica Federal começa a liberar nesta segunda-feira a recarga gratuita do botijão de gás de cozinha para 4,5 milhões de famílias em todo o país. A medida integra a terceira etapa do programa Gás do Povo, que amplia o alcance da política social voltada à população de baixa renda. O benefício substitui o modelo anterior de depósito em dinheiro e passa a ser concedido exclusivamente de forma digital. A iniciativa atende famílias inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico), com renda mensal per capita de até meio salário mínimo. … têm prioridade no programa as famílias já contempladas pelo Bolsa Família. A quantidade de recargas ao longo do ano varia conforme o número de integrantes do núcleo familiar. Famílias com duas ou três pessoas terão direito a quatro recargas anuais, o equivalente a uma a cada três meses. Já aquelas com quatro ou mais integrantes poderão receber seis recargas por ano, em intervalos bimestrais.”
– “Bolsa brasileira recebe R$ 42,5 bi de investimentos estrangeiros, mais que em todo o ano de 2025 – 04 MAR 2026.
“ … A bolsa brasileira registrou forte entrada de capital estrangeiro nos primeiros meses de 2026. Somente em fevereiro, investidores internacionais realizaram R$ 401,6 bilhões em compras e R$ 385,5 bilhões em vendas na B3, resultando em saldo líquido positivo de R$ 16,09 bilhões.Segundo levantamento da consultoria Elos Ayta, ….a esse resultado se soma o fluxo líquido de R$ 26,47 bilhões observado em janeiro. Com isso, o total de recursos estrangeiros direcionados ao mercado acionário brasileiro alcançou R$ 42,56 bilhões até fevereiro. Para o CEO da Elos Ayta, Einar Rivero, o número chama atenção por diversos fatores. O montante já é cerca de 1,58 vez maior que todo o fluxo registrado em 2025, quando a bolsa brasileira recebeu R$ 26,87 bilhões em investimentos estrangeiros. … [Tal] CEO aponta quatro hipóteses principais para explicar o crescimento do fluxo internacional para o mercado brasileiro. A primeira está associada ao diferencial de juros entre países…. Outro fator é a reprecificação relativa de ativos. … Rivero também menciona o chamado efeito portfólio global, em que gestores internacionais buscam diversificar investimentos entre diferentes mercados. … Por fim, entram em cena os ciclos de liquidez global. … . Na avaliação de Rivero, o cenário atual reúne esses diferentes fatores. ‘O comportamento atual parece combinar os quatro vetores: prêmio real elevado, múltiplos comprimidos nos anos anteriores, melhora de percepção relativa e maior apetite a risco’, concluiu.”
– “Petrobras lucra R$ 110,1 bilhões em 2025 e mostra força operacional” – 06 MAR 2026.
“A Petrobras encerrou 2025 com lucro líquido de R$ 110,1 bilhões, o equivalente a US$ 19,6 bilhões, em um resultado que representa alta de 200% em relação a 2024 …. Os números …divulgados pela Agência Petrobras, … evidenciam a capacidade da estatal de ampliar sua rentabilidade mesmo em um ambiente internacional adverso para o setor de petróleo. O desempenho da empresa foi alcançado em um cenário de queda de 14% no preço do Brent ao longo do ano, referência global do mercado petrolífero … O Fluxo de Caixa Operacional atingiu R$ 200 bilhões, ou US$ 36 bilhões, impulsionado sobretudo pela expansão de 11% na produção total no período…. A principal alavanca do resultado foi o avanço consistente da produção. Em 2025, a Petrobras alcançou 2,99 milhões de barris de óleo equivalente por dia, consolidando um crescimento de 11% sobre 2024 e ficando acima do limite superior da meta estabelecida para o ano. Considerando a produção total de óleo e gás natural, a companhia chegou à marca de 3 milhões de barris de óleo equivalente por dia. Esse desempenho foi sustentado pela entrada em operação e pelo aumento de capacidade de importantes unidades no pré-sal e em áreas estratégicas da companhia. … A Petrobras também atribuiu parte importante do resultado à maior eficiência operacional na UN-BS e em Búzios, um dos ativos mais produtivos da companhia. … A Petrobras afirmou ter alcançado o melhor resultado dos últimos dez anos na incorporação de reservas, adicionando 1,7 bilhão de barris de óleo equivalente. Com isso, o índice de reposição de reservas chegou a 175%,. … As exportações de petróleo também tiveram desempenho histórico. A Petrobras registrou recorde anual de 765 mil barris por dia e novo recorde trimestral de 999 mil barris por dia no quarto trimestre de 2025. … O balanço de 2025 mostra uma Petrobras financeiramente sólida, operacionalmente mais eficiente e com forte capacidade de investimento. … Os números reforçam a importância estratégica da empresa para a economia brasileira, tanto pela geração de riqueza e empregos quanto pela arrecadação pública e pela distribuição de dividendos.
– “Ministério da Defesa lança catálogo para promover indústrias de defesa brasileiras” – 23 MAR 2026.
“ O Ministério da Defesa (MD) lançou, … o Catálogo de Produtos da Base Industrial de Defesa (BID) do Brasil … [que] reúne informações estratégicas sobre empresas e produtos com atuação relevante no cenário internacional e é destinada a autoridades governamentais e militares, delegações estrangeiras, investidores e potenciais compradores do setor. .. o material apresenta 154 empresas e 364 produtos cadastrados, contemplando uma ampla diversidade da produção nacional, como embarcações, veículos blindados, aeronaves, aviônicos e sistemas de monitoramento, desenvolvidos por empresas de diferentes portes. … o ministro José Mucio afirmou que … ‘Somos a maior indústria de defesa da América do Sul’. [o setor] …. nos últimos três anos, se destaca … em termos comerciais de seus produtos, inclusive, com dois recordes seguidos, em 2024 e 2025, quando superamos, nesse último ano, a marca de US$ 3,4 bilhões em exportações autorizadas’ … ‘ desenvolver a BID é promover a soberania, pois representa o Brasil ter capacidade de manter a estrutura nacional de defesa com autonomia, livre de ingerências externas ou reduzindo essa necessidade e dependência’ … O vice-presidente … Alckmin ressaltou que a Missão 6 do programa Nova Indústria Brasil (NIB), lançado pelo governo federal em 2024, trata da indústria da defesa, priorizando a inovação, a sustentabilidade, a competitividade e a exportação. … Para Alckmin, … ‘Uma indústria de defesa forte é um seguro de vida para a nação’,
Com satisfação, verifiquei a existência entre os artigos apresentados, de inúmeros modelos de mísseis de alcances e empregos variáveis, incluindo uso de combustível sólido.
